Visitas a Belém e Atividades Culturais

Banhada pela Baía do Guajará e o Rio Guamá, carinhosamente conhecida como Cidade das Mangueiras, guarda nestes seus 402 anos de fundação uma história marcada por uma cultura diversificada que reúne uma gama de atrações que vão da natureza exuberante de sua fauna e flora à arquitetura, marcada pela riqueza oriunda da Belle Époque do período áureo da comercialização da Borracha.

Aos congressistas que vierem a Belém esperamos que tenham pela nossa cidade a mesma impressão que teve o poeta e escritor Mário de Andrade ao confidenciar, em uma carta escrita em 1927, ao querido amigo Manoel Bandeira, (carinhosamente chamado de Manu) seu amor por Belém.


Manu,

Estamos numa paradinha pra cortar canarana da margem pros bois dos nossos jantares. Amanhã se chega em Manaus e não sei que mais coisas bonitas enxergarei por este mundo de águas. Porém, me conquistar mesmo, a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel de Belém. O direito de sentar naquela terraça em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí. Você que conhece mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? (...). Belém eu desejo com dor, desejo como se deseja sexualmente palavra. Não tenho medo de parecer anormal pra você, por isso que conto esta confissão esquisita, mas verdadeira, que faço de vida sexual e vida em Belém. Quero Belém como se quer um amor. É inconcebível o amor que Belém despertou em mim”.


Um abraço do Mario


Assim como Mario de Andrade que ao se deparar com a beleza arquitetônica dos casarões coloniais, da brisa com o cheiro de fruta que exalava das mangueiras que amenizavam o calorão da cidade, e da culinária rica, declarou seu amor por Belém, nós organizadores(as) do X CBHE desejamos que todos se encantem e se encontrem com os cheiros, sabores, ritmos e arquitetura da nossa cidade